OMS elevou o risco de disseminação nacional do vírus no país para o nível 'muito alto' Crédito: Shutterstock
A Organização Mundial da Saúde acompanha mais de 900 casos suspeitos de ebola registrados na República Democrática do Congo, país que enfrenta um novo surto da doença nas províncias de Ituri e Kivu do Norte. Segundo a entidade, pelo menos 101 casos já foram confirmados laboratorialmente.
De acordo com a OMS, o avanço do surto tem preocupado autoridades internacionais pela velocidade de disseminação da doença e pelas dificuldades de contenção em áreas marcadas por conflitos armados, deslocamentos populacionais e limitações no sistema de saúde.
O Ministério da Saúde congolês contabiliza 204 mortes suspeitas relacionadas ao ebola. A cepa identificada no atual surto é a Bundibugyo, considerada especialmente preocupante porque ainda não possui vacina aprovada nem tratamento específico disponível em larga escala.
A OMS elevou o nível de risco nacional do surto para “muito alto” e mantém alerta regional elevado após a confirmação de casos também em Uganda. Segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o cenário é agravado pela insegurança em regiões afetadas e pela dificuldade de acesso das equipes médicas às comunidades.
Autoridades sanitárias afirmam que o risco global ainda é considerado baixo, já que o vírus não é transmitido pelo ar. O contágio ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou animais contaminados. Entre os sintomas estão febre, vômitos, diarreia, dores musculares e hemorragias.
Especialistas alertam, porém, que o crescimento do número de casos em áreas urbanas e regiões de fronteira aumenta a preocupação internacional com a possibilidade de expansão do surto nos próximos meses.
Fonte: Jornal Correio
