Essa série da Netflix é perfeita para melhorar sua quarta-feira - Foto: Divulgação
No meio da semana, quando a rotina começa a pesar, encontrar uma produção direta e envolvente faz diferença, e a Netflix oferece uma opção perfeita que mistura investigação policial, drama e tensão crescente.
Disponível no catálogo, O Caso Asunta é uma dessas produções que acabaram sendo esquecidas após novas adições na plataforma, mas que ainda entregam uma narrativa eficiente para quem busca uma maratona curta.
Baseada em fatos reais, a minissérie espanhola aposta em um crime que ganhou repercussão nacional e levanta questionamentos sobre culpa, exposição midiática e julgamento público.
Com apenas seis episódios, o formato enxuto permite acompanhar toda a história em poucas horas, o que reforça seu apelo para quem procura algo rápido e impactante.
Um caso real que chocou a Espanha
Ambientada na Espanha, em 2013, a trama desse true crime é inspirada em fatos reais e gira em torno do assassinato brutal da jovem Asunta Basterra, de apenas 12 anos.
Após o misterioso desaparecimento da garota, os pais adotivos dela, Rosário Porto (Peña) e Alfonso Basterra (Ulloa), denunciam o desaparecimento da menor.
Contudo, após investigações mais aprofundadas, a polícia espanhola encontra o corpo da menina em uma estrada nos arredores de Santiago de Compostela e os pais de Asunta logo viram os suspeitos principais desse crime perverso.
Produção e bastidores
A minissérie é criada por Ramón Campos, Jon de la Cuesta e Gema R. Neira, com direção de Carlos Sedes e Jacobo Martínez.
Apesar da abordagem dramatizada, os episódios se debruçam sobre um dos casos mais chocantes de assassinato da Espanha, mantendo o foco na investigação e em suas diferentes interpretações.
O roteiro trabalha com mudanças de ponto de vista e estrutura temporal fragmentada, conduzindo o espectador por diferentes camadas do caso.
Elenco e personagens
O elenco é liderado por Candela Peña, que interpreta Rosário Porto, e Tristán Ulloa, no papel de Alfonso Basterra.
A produção conta ainda com Iris Whu como a jovem Asunta, além de Javier Gutiérrez, María León e Carlos Blanco em papéis centrais ao longo da investigação.
Repercussão e análise
Apesar da repercussão entre os assinantes, a minissérie também tem chamado atenção da crítica especializada.
No IMDb, a produção alcançou nota 7.2 com base em centenas de avaliações. Já no Rotten Tomatoes, registra 100% de aprovação da crítica, com nove avaliações publicadas até o momento.
Em análises internacionais, há leituras distintas sobre o resultado final. O jornalista Joel Keller, do Decider, aponta que a obra “parece que os criadores pegaram um caso muito complexo e o simplificaram demais”. Já Alberto Carlos, do Espinof, afirma que a produção “oferece uma narrativa completa e rigorosa, ao mesmo tempo que permanece tremendamente ágil e divertida.”
Vale a pena?
O Caso Asunta se destaca pela forma como constrói sua narrativa, explorando com habilidade a estrutura temporal e diferentes pontos de vista ao longo da investigação.
O resultado é uma trama bem documentada, que se mantém aberta a múltiplas interpretações sobre os possíveis desdobramentos e motivações do crime.
O relato é minucioso, mas evita excessos ao tratar dos aspectos mais sensíveis, optando por uma abordagem mais sugestiva ao discutir os limites entre privacidade, exposição e o papel da mídia.
A trilha sonora de Federico Jusid acompanha essa construção, combinando instrumentos de corda e a gaita de fole galega para reforçar a atmosfera.
Pelo conjunto, a minissérie se mostra uma escolha consistente para quem busca um suspense baseado em fatos reais, com narrativa envolvente e ritmo que favorece a maratona.
Fonte: A Tarde
